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quinta-feira, 9 de julho de 2015

Os Motivos da Guerra e os Absurdos do Amor

Em momentos de solidão, me ponho a pensar no meu relacionamento com xs seres humanxs. Amo pessoas ao feeling, de tal forma que não consigo explicar a enorme aleatoridade entre elas. E do paradoxo que é gostar de alguém mesmo não gostando dos choques que essas diferenças provocam.

Por que é tão mais fácil explicar as razões de odiar? Minhas maiores suspeitas dizem que as condições sociais facilitam a intolerância. Mas tá, não vou deixar de sentir ódio mesmo consciente disso. Incluso, creio que quanto mais consciente "do que se passa" o ódio tende aumentar.

Com o tempo aprendi a dar escape ao ódio sem ter que me matar trabalhando pra alguém, pra saciar minhas frustrações com um consumo desenfreado, sendo grosseira e hipócrita com tudo ao redor. Ou seja, cultivo ódio sem me tornar uma fascista.

Foi encarando aquilo que não gosto, que fui me aproximando de mim, adquirindo fortaleza e peito aberto pra romper e também me unir a outras pessoas (e suas invenções) quando necessário.

Amar é sentir, mas nem sempre é fluído e belo.

Tão pouco odiar é sempre nocivo. O que não dá é se encerrar, e limitar as formas de sentir e perceber o mundo.

Na cozinha também tenho essas mesmas impressões, que nem todo amargo e azedo é digno de se jogar fora.


Limonada de coco con burritos inteligentes:


Tortillas:

2 xic de farinha de trigo integral
1 xic de água morna
2 colheres de óleo de girassol
sal a gosto

Misture o sal na farinha, e vá adcionando a água aos poucos. Depois de bem misturado agregue o óleo e amasse por mais uns 10 minutos. Separe a massa em 15 bolinhas e deixe em descanso por 5 min. 

Estire as tortillas sobre um plastico (que facilita ao retirar-la) primeiramente com a mão, logo depois com um rolo de amassar. Também se pode obter a massa bem fina aplastando a massa com uma bandeja de vidro.

Em uma frigideira, ponha uma gotinha de óleo, e espalhe com um papel. Prepare as tortillas em fogo médio, até que fique dourada dos dois lados. Recheie com que lhe ocorra.


Recheios:

1 cebola grande em rodelas
1 pimentão verde em troços
1 brócolis
1 colher de azeite
sal, limão e pimenta a gosto

Refogar em fogo alto, primeiro a cebola e o brócolis, e por último o pimentão. Condimente a gosto.


2 xic de feijão preto cozido, sem caldo
1 xic de abóbora em cubos
3 dentes de alho
2 colheres de óleo
sal, manjerona e pimenta a gosto

Refogar o alho junto com a abóbora, em fogo baixo, até que a abóbora cozinhe (5 min). Suba o fogo e agregue o feijão e os demais condimentos. Refogue por mais 5 min e pronto.

Ah, e Guacamole, que não pode faltar!

E para tomar...

Limonada de coco:


1 coco
2 xic de água quente
2 xic de suco de limão
1 copo de gelo   
Adoce a gosto

Faça o leite de coco, logo liquidifique os demais ingredientes e aí tens: Pura Delícia! Puro poder!

E no final me dou conta que tentar me convencer dos absurdos feitos por seres ditos racionais, só me faz amar cada vez mais as plantas, e do quanto as preciso conhecer.

Mas no meio do caminho é sempre bom ter alguém pra conversar e trocar...

Me despeço da costa caribe locombiana, com muita vontade de regressar. Sua gente me deu "sabor", e mais ganas de sazonar meu corpo por aí. Agora a costa do pacífico colombiana é quem me chama com sua Marimba.
E eu vou!

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Ritualizando as manhãs. Quão longe são as galáxias?

O que me faz gostar das manhãs é de que elas são cheias de novas possibilidades. É o momento do dia onde me desafio. Somo pra além da rotina. No momento do café planejo e reorganizo a vida pra levar, e a aquela outra de ter prazer e me sentir viva.

Mas, pra que esse cenário lindo e fantástico da vida possa engrenar, é muito importante manjar um pouco da arte de vadiar. E perceber na manha e na sagacidade um tempo que é só seu, e que ao mesmo tempo é pertencente à complexidade do universo.

Com o universo de possibilidades tropicais existentes no caribe colombiano, somado a minha paixão pela bruxaria, quero dizer, cozinha, estão acontecendo diversos encontros gastronômicos. Outro dia foram o côco e a manga. Primeiro chegou o côco. Estou numa investigação profunda sobre as suas possibilidades de ser comido. São muitas. 

Assim que pra começar um dia mais cósmico, uma batida (shake, vitamina, como queiram chamar).

Batida de manga com leite de côco

côco de zoinho tristes
Leite de côco:
1 côco
4 copos de água quente

Pra abrir o côco, primeiro se abre um dos olhinhos do côco, pra tirar a água do côco (pode beber que é delicia e rica em minerais). Depois, com o cabo de uma faca pesada (martelo, algo do tipo) vá dando golpes no meio do côco, enquanto se gira a fruta. O som deve passar de grave pra mais agudo, até que ele se parte no meio.

Pra tirar a polpa, vá cortando retângulos e impulsionando o côco a sair pra fora.

Sugiro liquidificar em duas partes, metade de um côco com dois copos de água quente. Se coa, e tcharã!
manga diliça

Voltando a batida

1 manga madura
2 copos de leite de côco
1 copo de gelo

Bata no liquidificador, e se achar necessário, adoce!
E se sobrar ainda rola de fazer um sorvete, que também fica diliça.


Mango verde con limón y sal.
O casamento dessas frutas se deu talvez pela abundância das duas por aqui. Gosto muito de ver como os coqueiros balançam com o vento da costa, e da sombra fresca das estrondosas mangueiras. A manga é uma fruta que tem meu coração há mais tempo que o côco, e por aqui tenho encontrado novas maneiras do seu preparo. Como é muito comum, nos postos de comida de rua, venderem manga verde com limão, sal e pimenta. Ainda não sou muito adepta, mas agora que pelas ruas as mangueiras estão com seus galhos repletos de frutos, estou pensando em ampliar meu gosto gastronômico com a manga. Saborear é preciso!

Enfim... Dado esse momento, creio que assim já se pode começar o dia.

Eu vou seguir em dimensões paralelas, de uma mesma dura realidade, que suporta ventos de poesia.