Em momentos de solidão, me ponho a pensar no meu relacionamento com xs seres humanxs. Amo pessoas ao feeling, de tal forma que não consigo explicar a enorme aleatoridade entre elas. E do paradoxo que é gostar de alguém mesmo não gostando dos choques que essas diferenças provocam.
Por que é tão mais fácil explicar as razões de odiar? Minhas maiores suspeitas dizem que as condições sociais facilitam a intolerância. Mas tá, não vou deixar de sentir ódio mesmo consciente disso. Incluso, creio que quanto mais consciente "do que se passa" o ódio tende aumentar.
Com o tempo aprendi a dar escape ao ódio sem ter que me matar trabalhando pra alguém, pra saciar minhas frustrações com um consumo desenfreado, sendo grosseira e hipócrita com tudo ao redor. Ou seja, cultivo ódio sem me tornar uma fascista.
Foi encarando aquilo que não gosto, que fui me aproximando de mim, adquirindo fortaleza e peito aberto pra romper e também me unir a outras pessoas (e suas invenções) quando necessário.
Amar é sentir, mas nem sempre é fluído e belo.
Tão pouco odiar é sempre nocivo. O que não dá é se encerrar, e limitar as formas de sentir e perceber o mundo.
Na cozinha também tenho essas mesmas impressões, que nem todo amargo e azedo é digno de se jogar fora.
Limonada de coco con burritos inteligentes:
Tortillas:
2 xic de farinha de trigo integral
1 xic de água morna
2 colheres de óleo de girassol
sal a gosto
Misture o sal na farinha, e vá adcionando a água aos poucos. Depois de bem misturado agregue o óleo e amasse por mais uns 10 minutos. Separe a massa em 15 bolinhas e deixe em descanso por 5 min.
Estire as tortillas sobre um plastico (que facilita ao retirar-la) primeiramente com a mão, logo depois com um rolo de amassar. Também se pode obter a massa bem fina aplastando a massa com uma bandeja de vidro.
Em uma frigideira, ponha uma gotinha de óleo, e espalhe com um papel. Prepare as tortillas em fogo médio, até que fique dourada dos dois lados. Recheie com que lhe ocorra.
Recheios:
1 cebola grande em rodelas
1 pimentão verde em troços
1 brócolis
1 colher de azeite
sal, limão e pimenta a gosto
Refogar em fogo alto, primeiro a cebola e o brócolis, e por último o pimentão. Condimente a gosto.
2 xic de feijão preto cozido, sem caldo
1 xic de abóbora em cubos
3 dentes de alho
2 colheres de óleo
sal, manjerona e pimenta a gosto
Refogar o alho junto com a abóbora, em fogo baixo, até que a abóbora cozinhe (5 min). Suba o fogo e agregue o feijão e os demais condimentos. Refogue por mais 5 min e pronto.
Ah, e Guacamole, que não pode faltar!
E para tomar...
Limonada de coco:
1 coco
2 xic de água quente
2 xic de suco de limão
1 copo de gelo
Adoce a gosto
2 xic de água quente
2 xic de suco de limão
1 copo de gelo
Adoce a gosto
Faça o leite de coco, logo liquidifique os demais ingredientes e aí tens: Pura Delícia! Puro poder!
E no final me dou conta que tentar me convencer dos absurdos feitos por seres ditos racionais, só me faz amar cada vez mais as plantas, e do quanto as preciso conhecer.
Mas no meio do caminho é sempre bom ter alguém pra conversar e trocar...
Me despeço da costa caribe locombiana, com muita vontade de regressar. Sua gente me deu "sabor", e mais ganas de sazonar meu corpo por aí. Agora a costa do pacífico colombiana é quem me chama com sua Marimba.
Mas no meio do caminho é sempre bom ter alguém pra conversar e trocar...
Me despeço da costa caribe locombiana, com muita vontade de regressar. Sua gente me deu "sabor", e mais ganas de sazonar meu corpo por aí. Agora a costa do pacífico colombiana é quem me chama com sua Marimba.
E eu vou!




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