segunda-feira, 13 de abril de 2015

Hoje morreu o Eduardo Galeano. Decidi começar um livro de receitas.


Eu tive medo de que em algum momento todxs humanxs deixariam de ler. De interesar-se um pelo outro, ainda mais por essa coisa deliciosa que é inventar.

Tive... já não penso mais nisso. Ando num período de descrença. Tenho tido o azar de me topar com bastante gente mentirosa. Ainda bem que já fiz 30, e perdi o filtro. Pra encerrar essa etapa de desgosto mando beijo e passar bem (longe).

Estou no Caribe da Colômbia há alguns meses. As paisagens são as mais belas invenções do vento e do sol. As pessoas são invenções da mestiçagem, da dor e da alegria. As cidades são invenções dos narcotraficantes e da influência yanque.


Mas ultimamente tenho o coração esparramado. Às vezes ri, às vezes chora. Acho que vou ficar com sopro no coração, ou talvez soluço, pois ele anda com dificuldade de se comunicar com a razão.

Um corpo não ocupa mais de um lugar ao mesmo tempo, não é mesmo? Pois é, mas tem gente que acha que pode estar e viver e comover de forma onipresente. Que preguiça!

Mentir e inventar não são sinonimos, não pra mim. Pelo menos acredito no que invento.

E aí vai uma receita fácil que aprendi, e fuzionei, por aqui:


Arepas Antioquenhas
Arepas con Guacamole:

Arepas:
1 xic. de farinha de milho branco fina (ou amarelo)
1 xic. de água morna.
Sal a gosto

Misture a massa e de um descanço de 5 "minuticos".

Depois faça bolos, e os transforme em um tipo de mini-pizza. Cozinhe as arepas numa arepera (chapa ou frigideira) até que fiquem douradas.

Guacamole:
1 abacate no ponto "mousse"
Guacamole
1 cebola média
1 dente de alho
1 tomate médio
1 chili (ou a pimenta do seu gosto e a disposição)
Suco de 1 limão
Sal a gosto

Pique a cebola, e deixa ela de molho na água com gelo, e o suco 1/2 de limão. Com um garfo, se amassa o abacate, e bate com o resto do suco e sal a gosto, até virar um mousse. Pique o resto dos ingredientes e agregue ao abacate.

Daí é só se deliciar, já que pro amor anda dificil...


Mas Galeano, mesmo sem tua presença física, tu estás vivo nos livros, assim que vamos seguir tentando, afinal é preciso crer na invenção.

Até breve!


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