quinta-feira, 28 de maio de 2015

Guardar gostos consiste em remoer. Liquidifique a dor!

Juro que quebro cabeça buscando entender os absurdos da vida. Ontem me disseram pra eu não querer tirar juizo de tudo o tempo todo, que é preciso desocupar a mente, deixar-se levar...

Ok. Vamos tentar. Fecho a boca, as pernas, os olhos. Ai... mas a cabeça... essa depois de aberta é tão difícil fechar.

A cabeça aberta faz eu me abrir toda de novo. E lá vamos nós pra mais uma tentativa frustrada de manter o equilíbrio em um mundo que não cabe em mim.

De toda forma, sei que eu caibo nesse mundo, assim como todos os sentimentos e realidades que cultivo. Amor, ódio, alegria, frustração, entusiasmo, tristeza e beleza.

Com tanto ingrediente, fica dificil degustar.

Viver em paisagens áridas, próxima ao mar e ao medo. Viver só, e em segredo. Mudar sempre que necessário, sem prever o próximo passo. A tempo da vida parece nunca alcançar. Corro, perco o fôlego.

Respirar e inspirar. Respirar, inspirar.

Faço outra tentativa, quando se prova novas receitas, é preciso ousar para além de persistir.

Esqueço de algo? Misturo quê com o quê?

Acho que agora é o momento de fechar os olhos, e se soltar.

Macondo:
polígonos de sazonar


2 1/2 xic de grão de bico hidratado (por 6 horas)
1/2 xic de farinha de milho, ou mandioca
1/2 xic de aveia
2 colheres de gergilim
1 dente de alho
1 colher de azeite de oliva
1 copo de água (250 ml)
gengibre, cebolinha, pimenta e sal a gosto

Grão de bico antes e depois de hidratar
Liquidifique tudo, com exceção da farinha de milho (ou mandioca) e a aveia. Dessa pasta, vá agregando farinha e misturando com a mão. Deixe descansar 5 min, para dar tempo da farinha hidratar. Depois em uma superficie lisa, estire a massa e com um copo vá cortando os "hamburguers".

É importante que antes de assar-los, ou grelhar-los, eles descansem uma hora no congelador. Assim que nessa receita temos vários movimentos e momentos. Distroçar, amassar, descansar, estirar, congelar e elevar o calor.

Pra acompanhar, gosto da combinação de salada de espinafre, repolho roxo e tomate; arroz-feijão; e brócolis semi-cozido. Nham nham, um absurdo de delicioso. Tal qual Macondo, o louco território inventado por Gabo, inspirado nas histórias e personagens do Caribe Colombiano.

E pisar nesse lugar que li e que imaginei, me reforça crer que o simples é tão profundo e difícil, e que todo o complexo transborda venenosa ignorância sobre o cotidiano.

É... talvez seja a loucura que dê ritmo (oscilando entre paro e tacardia) ao meu coração. Mas fiquem tranquilos, pois enquanto esse mesmo bata, não vou parar de inventar.




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