O que me faz gostar das manhãs é de que elas são cheias de novas possibilidades. É o momento do dia onde me desafio. Somo pra além da rotina. No momento do café planejo e reorganizo a vida pra levar, e a aquela outra de ter prazer e me sentir viva.
Mas, pra que esse cenário lindo e fantástico da vida possa engrenar, é muito importante manjar um pouco da arte de vadiar. E perceber na manha e na sagacidade um tempo que é só seu, e que ao mesmo tempo é pertencente à complexidade do universo.
Com o universo de possibilidades tropicais existentes no caribe colombiano, somado a minha paixão pela bruxaria, quero dizer, cozinha, estão acontecendo diversos encontros gastronômicos. Outro dia foram o côco e a manga. Primeiro chegou o côco. Estou numa investigação profunda sobre as suas possibilidades de ser comido. São muitas.
Assim que pra começar um dia mais cósmico, uma batida (shake, vitamina, como queiram chamar).
Batida de manga com leite de côco
Batida de manga com leite de côco
1 côco
4 copos de água quente
Pra abrir o côco, primeiro se abre um dos olhinhos do côco, pra tirar a água do côco (pode beber que é delicia e rica em minerais). Depois, com o cabo de uma faca pesada (martelo, algo do tipo) vá dando golpes no meio do côco, enquanto se gira a fruta. O som deve passar de grave pra mais agudo, até que ele se parte no meio.
Pra tirar a polpa, vá cortando retângulos e impulsionando o côco a sair pra fora.
Sugiro liquidificar em duas partes, metade de um côco com dois copos de água quente. Se coa, e tcharã!
Voltando a batida
1 manga madura
2 copos de leite de côco
1 copo de gelo
Bata no liquidificador, e se achar necessário, adoce!
E se sobrar ainda rola de fazer um sorvete, que também fica diliça.
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| Mango verde con limón y sal. |
O casamento dessas frutas se deu talvez pela abundância das duas por aqui. Gosto muito de ver como os coqueiros balançam com o vento da costa, e da sombra fresca das estrondosas mangueiras. A manga é uma fruta que tem meu coração há mais tempo que o côco, e por aqui tenho encontrado novas maneiras do seu preparo. Como é muito comum, nos postos de comida de rua, venderem manga verde com limão, sal e pimenta. Ainda não sou muito adepta, mas agora que pelas ruas as mangueiras estão com seus galhos repletos de frutos, estou pensando em ampliar meu gosto gastronômico com a manga. Saborear é preciso!
Enfim... Dado esse momento, creio que assim já se pode começar o dia.
Eu vou seguir em dimensões paralelas, de uma mesma dura realidade, que suporta ventos de poesia.
Eu vou seguir em dimensões paralelas, de uma mesma dura realidade, que suporta ventos de poesia.




