O cenário é de filme de ficção científica apocalíptica: catástrofes naturais causadas por costumes artificiais, guerra política por recursos, e a economia do capital financiando mídias que criam fantasiosas produções de um mundo moranguinho (desde que você possa pagar por ele). Tudo isso, obviamente regado a muito sangue, dor e sofrimento.
E a pergunta que me comove é: como não ver? Como ser apático enquanto o mundo explode?
Outro dia reparei que há pessoas que para restringir seu território de realidade simplesmente desviam o olhar. Várias vezes quase fui (e uma só) atropelada de bicicleta. Mas atualmente o atropelamento não vem se restringindo ao trânsito.
Ouvindo meus ancestrais, sei que esse barco não começou a navegar ontem, e pra onde a deriva nos leva, depende também da nossa condução. O resto é absurdo.
De tantos mistérios, prefiro não me atrapar com o que se atravessa.
Simples como Pipoca Doce:Com uma colher de sopa você mede
4 de açúcar
4 de água
3 de óleo
6 de milho pra pipoca
Em fogo baixo dê uma derretidinha no açúcar e agregue a água. Levante o fogo, e deixe dar uma fervidinha pra diluir o açúcar. Acrescente o óleo e depois o milho. Tampe bem, deixando sair um pouco do vapor.
Quando começar a estourar tampe bem. Quanto mais calor, mais a coisa explode. E se rolar umas batidinhas na tampa, umas sacudidas e pensar naquela pessoa bem fofoqueira (sabedoria de vovó) o resultado será um êxito!
Depois do show pirotécnico é importantíssimo baixar a temperatura. Cessar fogo depois que os estouros tiverem intervalos maiores de 5 segundos (uuiii que precisão!). Sirva com canela em pó.
Sei que essa receita pode ser uma boa analogia à guerra, ou talvez apenas seja meu inconsciente coletivo... Mas fato é, que aqui estou, em tempos de neo-inquisição e caça as bruxas permaneço de peito aberto e sem medo do fogo.
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